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Os pontos fracos na análise SWOT não são mais do que limitações internas de uma organização – factores que a impedem de atingir os seus objectivos. Podem resultar de uma falta de competência, de recursos limitados, de processos ineficientes ou do estilo de gestão da equipa de projeto. As fontes podem variar, mas há uma coisa que todas têm em comum – as fraquezas reduzem a eficiência da empresa e impedem a realização dos objectivos operacionais e estratégicos. De uma perspetiva estratégica, os pontos fracos da empresa na análise SWOT funcionam como um filtro da realidade. Uma análise estratégica da empresa bem conduzida permite uma avaliação realista do que a organização pode realmente suportar e onde é aconselhável ter cuidado. Uma empresa que tem mais pontos fracos do que fortes deve também contar com um potencial de crescimento limitado, especialmente quando a concorrência é forte e o ambiente de mercado é incerto. Sem consciência dos pontos fracos, é mais difícil responder às mudanças e tirar partido das oportunidades emergentes.
As fraquezas organizacionais na gestão de projectos revelam-se normalmente de forma bastante natural – sob a forma de atrasos, responsabilidades pouco claras ou problemas de comunicação. É nesta fase que muitas empresas começam a perguntar-se o que é a análise SWOT e como prepará-la de modo a apoiar realmente o trabalho diário do projeto. Quando se trata de pontos fracos, é importante não te limitares a observações superficiais, mas ires mais longe. Quanto mais corretamente descreveres o problema, mais fácil será encontrar a sua causa. O feedback dos clientes é um ponto de referência valioso. Comentários repetidos sobre prazos, qualidade ou serviço quase nunca são aleatórios. Os sinais externos não são uma reviravolta do destino, mas sim um feedback extremamente valioso. Quando corretamente recolhidos e analisados, permitem não só identificar os pontos fracos na análise SWOT mas, sobretudo, planear acções corretivas significativas.

As ameaças e os pontos fracos de um projeto são duas coisas completamente diferentes. Para distinguir entre elas, vale a pena perguntar a ti próprio: tenho alguma influência real sobre isto? Os pontos fracos resultam da forma como uma organização funciona e sobre o que tem influência direta, enquanto as ameaças provêm do ambiente. Esta distinção é de grande importância prática. Se algo é uma fraqueza, podes (e até deves) planear acções corretivas, e quando é uma ameaça, tens de te preparar para as suas consequências. Confundir estas duas áreas pode ser desastroso – leva a decisões erradas e a Estratégias inadequadas. Psst! Cada fraqueza é… um potencial ponto de viragem. As lacunas de competências podem ser transformadas em Programas de desenvolvimento, o caos dos processos em procedimentos simplificados e as ferramentas desactualizadas num impulso para implementar soluções modernas. Há uma condição: tens de parar de fingir que o problema se vai resolver sozinho. As medidas ad hoc trazem alívio a curto prazo, mas não eliminam as causas. As ferramentas para organizar prioridades, como o método MoSCoW, que te permite concentrar no que é realmente importante, podem ser úteis neste caso.
Na gestão de projectos, os pontos fracos raramente são visíveis a preto e branco. É muito mais provável que apareçam acidentalmente – por exemplo, quando um projeto começa a atrasar-se no Cronograma, a informação circula por vários canais e as respostas a perguntas simples requerem mais reuniões do que o inicialmente previsto. É nestes momentos que a análise SWOT (exemplos) constitui um ponto de referência para avaliar se se trata de uma dificuldade pontual ou de um padrão recorrente que atrasa a execução do projeto. Uma das fontes mais comuns de tais situações é a falta de ferramentas consistentes de planeamento e de relatórios. Quando as equipas trabalham com conjuntos de dados diferentes e a imagem do progresso varia, é fácil haver mal-entendidos e atrasos. Se quiseres aprofundar este tópico, lê mais sobre como um sistema de gestão profissional aumenta a produtividade. Surgem problemas semelhantes com a tomada de decisões. À primeira vista, uma forte centralização pode parecer organizar a responsabilidade, mas nos projectos funciona frequentemente como um travão. As equipas esperam pela aprovação e o ritmo de implementação abranda – não por falta de competência, mas porque as decisões não são tomadas com a rapidez necessária. Um sistema de gestão baseado principalmente no controlo também não é propício à eficiência – limita a comunicação aberta, impede a motivação eficaz da equipa e faz com que os Riscos e as dúvidas sejam Relatórios demasiado tarde. Isto é agravado pela falta de desenvolvimento sistemático de competências e por procedimentos demasiado complexos e burocráticos que, em vez de apoiarem o trabalho do projeto, desviam a atenção do que é realmente importante. Para conselhos práticos, vê 12 dicas para o Gerente de projeto. Por fim, vale a pena mencionar mais uma fraqueza, muitas vezes despercebida – a falta de reflexão sobre a forma como os projectos são conduzidos. Sem analisar as conclusões e as experiências, os mesmos problemas continuam a repetir-se.
A linha entre a avaliação subjectiva e a fraqueza objetiva pode ser muito ténue. Nos projectos, é particularmente fácil confundir uma experiência isolada com um problema persistente ou, pelo contrário, desvalorizar sinais que se repetem há muito tempo. É por isso que vale a pena abordar esta área de forma metódica.
A identificação das barreiras ao crescimento deve ser feita antes que estas comecem a afetar o ritmo e a qualidade do teu trabalho. Vê aqui como o fazer.
Passo 1. Nomeia o problema e vê se ele se repete
Em primeiro lugar, vale a pena nomear com precisão o ponto fraco que observaste. Em vez de generalizações como “os projectos estão atrasados”, é melhor perguntar em que tipos de projectos, em que fases e com que frequência. Se situações semelhantes ocorrem ciclicamente, é um sinal claro de que não estás a lidar com uma situação pontual, mas com uma verdadeira limitação organizacional.
Passo 2. Utiliza dados que mostrem a escala do fenómeno
O passo seguinte é verificar a informação utilizando dados mensuráveis. Os seguintes dados são particularmente úteis na gestão de projectos:
Também podes complementar esta informação com dados provenientes da análise de reclamações e Relatórios de clientes. Desta forma, podes separar rapidamente as impressões dos factos e avaliar o impacto das fraquezas das equipas de projeto e outros Riscos internos do projeto.
Passo 3. Combina os números com a perspetiva da equipa
Por vezes, os dados só por si não são suficientes para identificar os obstáculos à realização dos projectos. É por isso que vale a pena compará-los com as opiniões das equipas de projeto e da gestão. Se os números confirmarem o que os funcionários estão a dizer, tens uma base sólida para considerar a questão como uma verdadeira fraqueza. Se, por outro lado, existirem discrepâncias, esta é uma pista valiosa para explorares melhor a questão.
Também é importante lembrar que uma análise SWOT fiável na gestão de projectos se baseia em factos e não em crenças. As opiniões são um ponto de partida valioso, mas só é possível obter uma imagem fiável da situação depois de as comparar com informações mensuráveis.
Quando se trata de identificar pontos fracos, consistência é a chave – e a maneira mais fácil de conseguir isso é com as ferramentas certas. O FlexiProject permite-te monitorizar Riscos, barreiras e estrangulamentos em projectos numa base contínua antes que se transformem em problemas sérios. Graças a Relatórios transparentes e informações centralizadas, os Gerentes de projeto podem responder mais rapidamente às dificuldades emergentes, e as equipes de projeto podem trabalhar com base em uma imagem consistente e atualizada da situação.
Apesar do que possa parecer, os pontos fracos de uma organização não são algo a evitar numa análise SWOT. Muito pelo contrário! Eles podem fornecer os conhecimentos mais valiosos. Identificá-los conscientemente na gestão de projectos não só permite um melhor planeamento, como também reduz os riscos, construindo assim uma base estável para o desenvolvimento futuro.